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terça-feira, 4 de abril de 2023

DIPLOMACIA BRASILEIRA DURANTE O SEGUNDO REINADO



 


O Brasil, após a consolidação do regime monárquico e a coroação de D. Pedro II, estava disposto a adotar políticas autonomistas para com a Inglaterra, principal potência do século XIX. As relações com este país estavam sendo herdadas dos compromissos antes assumidos com Portugal, que estava, diante da Era Napoleônica, numa situação de dependência aos interesses nacionais ingleses. Com o processo de independência política do Brasil, Inglaterra manteve sua hegemonia sobre os assuntos no Primeiro Reinado. No entanto, com o amadurecimento político das oligarquias nacionais e uma insinuante diplomacia, o Brasil foi palco de eventos que redimensionaram as relações anglo-brasileiras. Além disso, a potência emergente, os Estados Unidos da América, apesar de não estar totalmente definida com relação aos seus interesses internos e externos, também aparece neste cenário de transformações.

domingo, 26 de fevereiro de 2023

Filme: Independência ou Morte (1972)


 


O filme Independência ou Morte, produzido pela Cinedistri (famosa pela produção O pagador de Promessas, de 1962, e Lampião Rei do Cangaço, de 1964), dirigido por Carlos Coimbra e lançado em 1972, sendo o filme de maior público do cinema nacional daquele ano. O roteiro do filme ficou a cargo de Abílio Pereira de Almeida ( que atuou como Clemente Pereira, magistrado e político influente no Império), Dionísio Azevedo ( José Bonifácio), Carlos Coimbra, Anselmo Duarte (Gonçalves Ledo) e Lauro César Muniz. O gênero do filme é drama histórico.

terça-feira, 15 de novembro de 2022

SEGUNDO REINADO (1840-1889) : GOLPE DA MAIORIDADE


 



O reinado de Dom Pedro II começa com o denominado Golpe da Maioridade, a antecipação da idade do príncipe, aos quatorze anos, para que seja coroado através de um arranjo do Ato Constitucional em 1840, liderado pelos Liberais que estavam esgotados, ao lado dos Conservadores, devido as diversas rebeliões e uma cenário de ameaças externas que demandavam a centralização de poder político.

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

REBELIÕES DO PERÍODO REGENCIAL






Os revoltosos estavam inseridos em contextos específicos, cada província tinha sua complexidade econômica e incertezas políticas. O destaque era que as revoltas aconteceram apenas nas principais províncias sem que houvesse tentativas de separatismo.

A REGÊNCIA (1831-1840)


 



O período após a renúncia de D. Pedro I, a favor de seu filho ainda criança, é denominado de Regência, pois era governado por regentes durante a menoridade de D. Pedro II. O desafio desse período estava na luta pelos ideais de nação, dividindo aqueles que aceitavam a monarquia constitucional e a Constituição de 1824 e outros que defendiam a descentralização republicana. A contenda entre brasileiros e portugueses ainda estava nas discussões políticas.

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

PRIMEIRO REINADO (1822-1831)


 



A independência sofreu resistências das tropas portuguesas, situadas principalmente na Bahia, sendo necessário a atuação de almirantes mercenários e milícias europeias para a expulsão destas tropas. O financiamento destes militares estrangeiros dependeu a elite colonial, beneficiada desde a experiência de Reino Unido (1815) e Abertura dos Portos (1808). A expulsão das tropas portuguesas se deu em 1823 sem maiores desgastes ou tentativa de recolonização pela guerra.

domingo, 16 de outubro de 2022

A INDEPEDÊNCIA E O FIM DO PERÍODO COLONIAL


A Revolução Francesa (1789) e a Revolução Americana (1776) abalaram o Absolutismo a nível mundial. As guerras napoleônicas, desde 1799 com o Golpe do 18 Brumário e a coroação de Napoleão na França, encurralaram os reinos do Antigo Regime aliados à Inglaterra, inimiga declarada da Revolução. No entanto, vencer a Inglaterra estava impossibilitado pela derrota da frota francesa na Batalha de Trafalgar em 1805, não havendo batalhas em campo. A decisão de Napoleão foi decretar o Bloqueio Continental, impedindo que países europeus negociassem com a Inglaterra. Esta decisão complicou politicamente Portugal, que era aliado e dependente dos ingleses.

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

A CRISE DO COLONIALISMO


O conjunto de monarquias absolutas europeias entraram em crise nos finais do século XVIII, novas ideias denominadas de Ilustração, defendidas por filósofos que privilegiavam a razão, defendiam que a lei natural aos homens e os direitos naturais devem estar a favor da participação política representativa, o que dependia de uma Constituição. O pensamento liberal consistia numa política de encerramento da monarquia absolutista.

sábado, 8 de outubro de 2022

AS INVASÕES HOLANDESAS





As invasões holandesas do século XVII foi o maior conflito político-militar da colônia, contextualizado internacionalmente com a disputas pelo mercado açucareiro e tráfico de escravos. A resistência foi um indício de ação autônoma da colônia, mas não havia ousadia de separação da Metrópole (FAUSTO, 2012:75). As invasões se deram devido a crise sucessória que encerrou a dinastia de Avis (1580). A Coroa espanhola, em guerra contra a Holanda, assumiu o trono português, irritando e preocupando os holandeses, que comercializavam o açúcar.

AS PRIMEIRAS ATIVIDADES ECONÔMICAS





A Colonização e urbanização do Brasil começou na área litorânea do Nordeste de sua relação com a economia exportadora. A capital, Salvador, era uma cidade populosa, principalmente no início do século XVIII. A ativação socioeconômica da região era a empresa da cana-de-açúcar, que tinha seus engenhos em todas as capitanias. O Regimento de Tomé de Sousa, governador-geral, tinha a incumbência de incentivar a produção.

O TRABALHO ESCRAVO NA COLÔNIA

 





O interesse português à dedicação na lavoura canavieira dependia da oferta de mão de obra, coisa escassa na Metrópole. De acordo com Boris Fausto, as sesmarias poderiam oferecer aos colonos oportunidades para outros meios que não a necessária labuta nos canaviais, problemática pensada pelos empresários, principalmente se fossem os trabalhadores assalariados (2012:44). Inicialmente, os portugueses tentaram escravizar os índios, mas a estes faltava a cultura de trabalho regular ou intensivo. No meio indígena, a produção era limitada à subsistência com suas energias concentradas aos ritos, celebrações e guerras.

sábado, 1 de outubro de 2022

As Capitanias Hereditárias e o Governo Geral

 





A descoberta das novas terras pelos portugueses não foi tida com entusiasmo pela coroa, ainda interessada, em 1500, com as possibilidades que as Índias ofereciam. No ano de 1503, o Brasil já estava associado ao Pau-brasil, material resistente e de corante vermelho. Para esta exploração, a coroa arrendou trezentas léguas a um consórcio de comerciantes liderados por Fernando de Loronha, talvez encerrado já em 1505. A floresta começara a ser devastada num processo associado aos padrões tradicionais da vida indígena (FAUSTO, 2000:39), de trabalho coletivo comum na sociedade tupinambá. Além dos cortes de árvores, os índios também forneciam farinha num sistema de trocas denominado escambo, recendo tecidos e quinquilharias. Esta comercialização se dava no litoral nas chamadas Feitorias.

sábado, 17 de setembro de 2022

OS ÍNDIOS NO BRASIL COLONIAL

 


As populações indígenas brasileiras eram bastante homogêneas em termos culturais e linguísticos (FAUSTO, 2012:35). Havia dois grandes blocos: os tupis-guaranis e os tapuias. A maior parte do território estava dividida entre os tupi ou tupinambás e os guaranis. Os que não falavam a língua hegemônica foram denominados de tapuias, grupos a exemplo dos goitacases, aimorés e tremembés.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

A REPÚBLICA CAFEICULTORA

 

Os cafeicultores utilizaram o exército para dar cabo ao regime monárquico, a população não poiava qualquer mudança de regime, nem havia participação de populares no movimento republicano. Não que elementos do exército estivessem envolvidos nesta causa. Para que houvesse o convencimento de Deodoro da Fonseca em proclamar a República ameaçando o Parlamento imperial, Benjamin Constant e Sólon Sampaio Ribeiro, foram uns daqueles que atemorizaram o Marechal de que o regime monárquico estava no fim e que uma revolução seria feita por militares e civis, o que fazia com que ele tomasse a decisão de antecipar a República de modo pacífico (PILETTI, 1999:201).

A CONSTITUIÇÃO DO BRASIL IMPERIAL

 

A Constituição de 1824 foi o principal documento que autorizava o reconhecimento da independência do Brasil perante as nações do mundo. Esta Carta defenderia a unidade nacional, dando a D. Pedro I a centralização política oportuna para que não houvesse dissidências nas diversas partes do território, bem como evitar guerras civis.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

PRIMÓRDIOS ECONÔMICOS DA FORMAÇÃO COLONIAL DO BRASIL

 

O interesse da colonização do Brasil estava associado aos projetos da burguesia mercantil, contextualizada no âmbito do capitalismo comercial. A descoberta de novas terras demandava complexidades que não interessavam a empreendedores interessados ainda com o comércio com as Índias. Apenas com o declínio do comércio oriental e a ameaça causada pelas expedições de outras nações europeias no território colonial americano que as autoridades portuguesas decidiram mobilizar interesses para sua efetiva colonização. A solução tentada foi a de povoação e exploração.