A crise institucional na
França em meados do século XVIII ficou marcada pelo fraco desempenho do rei
Bourbon, Luís XVI, incapaz de conter as mobilizações liberais que o criticavam.
Socialmente, a França estava dividida em três representações: o Primeiro
Estado, composto pelo Clero, principalmente o Alto Clero (bispos e cardeais); o
Segundo Estado, composto pela Nobreza, principalmente as de nascimento; e o
Terceiro Estado, composto pelo resto da população produtiva, de burgueses à
camponeses, incluindo os combativos sans cullotes. A pouca influência
política deste último Estado é motivo de debate entre os burgueses, comumente
excluídos das decisões da Corte, mas que são os principais abatedores de
impostos, fardo o qual o Clero e a Nobreza estavam aliviados.