quarta-feira, 12 de outubro de 2022

A CRISE DO COLONIALISMO


O conjunto de monarquias absolutas europeias entraram em crise nos finais do século XVIII, novas ideias denominadas de Ilustração, defendidas por filósofos que privilegiavam a razão, defendiam que a lei natural aos homens e os direitos naturais devem estar a favor da participação política representativa, o que dependia de uma Constituição. O pensamento liberal consistia numa política de encerramento da monarquia absolutista.

sábado, 8 de outubro de 2022

AS INVASÕES HOLANDESAS





As invasões holandesas do século XVII foi o maior conflito político-militar da colônia, contextualizado internacionalmente com a disputas pelo mercado açucareiro e tráfico de escravos. A resistência foi um indício de ação autônoma da colônia, mas não havia ousadia de separação da Metrópole (FAUSTO, 2012:75). As invasões se deram devido a crise sucessória que encerrou a dinastia de Avis (1580). A Coroa espanhola, em guerra contra a Holanda, assumiu o trono português, irritando e preocupando os holandeses, que comercializavam o açúcar.

AS PRIMEIRAS ATIVIDADES ECONÔMICAS





A Colonização e urbanização do Brasil começou na área litorânea do Nordeste de sua relação com a economia exportadora. A capital, Salvador, era uma cidade populosa, principalmente no início do século XVIII. A ativação socioeconômica da região era a empresa da cana-de-açúcar, que tinha seus engenhos em todas as capitanias. O Regimento de Tomé de Sousa, governador-geral, tinha a incumbência de incentivar a produção.

O TRABALHO ESCRAVO NA COLÔNIA

 





O interesse português à dedicação na lavoura canavieira dependia da oferta de mão de obra, coisa escassa na Metrópole. De acordo com Boris Fausto, as sesmarias poderiam oferecer aos colonos oportunidades para outros meios que não a necessária labuta nos canaviais, problemática pensada pelos empresários, principalmente se fossem os trabalhadores assalariados (2012:44). Inicialmente, os portugueses tentaram escravizar os índios, mas a estes faltava a cultura de trabalho regular ou intensivo. No meio indígena, a produção era limitada à subsistência com suas energias concentradas aos ritos, celebrações e guerras.

sábado, 1 de outubro de 2022

As Capitanias Hereditárias e o Governo Geral

 





A descoberta das novas terras pelos portugueses não foi tida com entusiasmo pela coroa, ainda interessada, em 1500, com as possibilidades que as Índias ofereciam. No ano de 1503, o Brasil já estava associado ao Pau-brasil, material resistente e de corante vermelho. Para esta exploração, a coroa arrendou trezentas léguas a um consórcio de comerciantes liderados por Fernando de Loronha, talvez encerrado já em 1505. A floresta começara a ser devastada num processo associado aos padrões tradicionais da vida indígena (FAUSTO, 2000:39), de trabalho coletivo comum na sociedade tupinambá. Além dos cortes de árvores, os índios também forneciam farinha num sistema de trocas denominado escambo, recendo tecidos e quinquilharias. Esta comercialização se dava no litoral nas chamadas Feitorias.

sábado, 17 de setembro de 2022

OS ÍNDIOS NO BRASIL COLONIAL

 


As populações indígenas brasileiras eram bastante homogêneas em termos culturais e linguísticos (FAUSTO, 2012:35). Havia dois grandes blocos: os tupis-guaranis e os tapuias. A maior parte do território estava dividida entre os tupi ou tupinambás e os guaranis. Os que não falavam a língua hegemônica foram denominados de tapuias, grupos a exemplo dos goitacases, aimorés e tremembés.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

O FEUDALISMO: PROPOSIÇÃO CONCEITUAL

 

O Feudalismo é um conceito histórico útil para definir o período de formação do Ocidente pós Império Romano. A palavra entrou em uso historiográfico no século XVII, sendo derivada de feudo, uma extensão de território que cabia a um senhor feudal ou ao rei. A relação com o mundo rural foi a tônica do período medieval.